Para frutificarmos adequadamente, precisamos de eficácia e eficiência. Quando se fala de eficácia, a preocupação é com o resultado, enquanto eficiência visa o procedimento, a operação em si. Por exemplo, um remédio talvez seja muito eficaz, mas se acarretar vários efeitos colaterais, não é eficiente. Muitas vezes, pelo fato de não agir no espírito, alguns irmãos líderes pressionam e cobram muito; são um verdadeiro rolo compressor. Isso pode levar os irmãos a ficarem desencorajados, desanimados, sem forças até para se reunir. É possível que alguns líderes estabeleçam como objetivo simplesmente apresentar para alguém o resultado de sua obra, um bom relatório. Sim, podemos apresentar bons resultados sem descuidar dos irmãos, especialmente dos que têm mais dificuldade de acompanhar o ritmo do avanço da obra do Senhor.
Em Colossenses 1:27-29 vemos Paulo falando de apresentar todo homem perfeito em Cristo. Para isso ele se afadigava, se esforçava e afirmou: “Segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim”. Quando o Espírito opera em nós com Sua eficácia, Ele o faz de maneira eficiente, ou seja, aproveita tudo de nós, para nos transformar cada vez mais.
Para o avanço do evangelho, precisamos ser eficientes quanto ao aproveitamento dos recursos financeiros. Na África, por exemplo, acontecem verdadeiros milagres onde os poucos recursos disponíveis são usados eficientemente para gerar frutos.
Não podemos sacrificar os irmãos para chegar a um resultado. Quem serve ao Senhor não pode sacrificar a família, usando o serviço como pretexto. Seria uma vergonha ganhar cinco, seis, sete pessoas para Deus, mas perder esposa e filhos para o mundo. Isso não significa que devemos ficar parados em casa esperando melhorar a situação para levarmos o evangelho a outros. O Senhor, por certo, nos dará graça para cuidarmos de uma e outra coisa ao mesmo tempo. Ó Senhor Jesus!
Há a eficiência na gestão do tempo também. Para uma igreja avançar, especialmente uma igreja com certo porte, é necessário haver irmãos que sirvam em tempo integral, presbíteros e diáconos que se dediquem a cuidar da igreja.
Outra questão a se observar é o cuidado com os colportores que servem em tempo integral. Eles precisam de um acompanhamento adequado por parte da igreja. Precisamos ver que cada colportor tem, pelo menos, trezentas pessoas que precisam de apascentamento e cuidado, mas às vezes estão sozinhos nessa tarefa. Se tiverem condições de apascentar com eficácia e eficiência aquelas pessoas, elas, como filhos da paz, rapidamente se tornarão membros do Corpo de Cristo, e haverá muito fruto para a igreja.
Sem o apoio e o envolvimento da igreja, o colportor torna-se apenas distribuidor de livros. Isso é trabalhar sem eficácia nem eficiência; não há resultado espiritual. Por isso urge a necessidade de sermos iluminados a fim de aproveitar todas as oportunidades para resgatar os que perecem e fortalecer a edificação da igreja.

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